sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Gostava de escrever mas .....
É isto. 

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Por Jorge Ribeiro:

"Ola amor,
Este é o primeiro poema que escrevo para ti,
Já há mais de dois anos que começamos
e acredita,
daria tudo por ti.
E mesmo quando nada mais tiver para te dar,
Darte-ei a minha alma e tudo o que dela restar.
A alma de quem te ama, de quem gosta de ti,
Amor quando precisares, vou estar sempre aqui.
Dizem que o amor é chama e arde sem se ver,
Mas o amor que sinto por ti está à vista de quem quiser.
Este foi o poema que fiz para ti, Rainha,
Espero que o nosso amor continue
e que tu sejas para sempre minha."


Obrigada meu lindo, és o melhor da minha vida :) 

terça-feira, 20 de novembro de 2012

"O que há em mim é sobretudo cansaço
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço."





ÁLVARO DE CAMPOs « O Que Há em Mim é Sobretudo Cansaço »»

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Podia até escrever sobre a quantidade lixo que insiste em invadir o meu coração bem como a quantidade de transito congestionado que habita na minha mente... mas os desabafos são de tal forma inuteis que já nem isso me disponho a fazer.
Fórmula resolvente: continuar a sorrir e olhem só como ela anda sempre feliz! Sozinha? É mais lágrima, menos lágrima e amanhã passa (...) como sempre.


terça-feira, 4 de setembro de 2012

Some days everything, Some days nothing ...


segunda-feira, 6 de agosto de 2012

sábado, 7 de julho de 2012

Devaneios*

Aquela rua era estranha. Os galos cantavam às três da manhã, os morcegos desfilavam às duas da tarde e os cães comiam à mesa! Havia todo um toque de mistério a envolver aquilo que constituia a pequena grande fila de paralelos desde o seu inicio até ao seu fim. 
Por norma, era uma rua deserta a maior parte do dia, tirando o senhor Manuel com a sua tosse constante causada pelo tabaco sempre feito à mão, e a dona Margarida sempre com as suas lides do campo cinzento. 
Só à tardinha é que aquela rua era pisada por outras pessoas, outra gente, gente mais jovem, gente que cedo se fechava em casa e que mantinha a reputação sinistra da passadeira das histórias bem assegurada. 
Naquela rua fazia mais chuva do que sol, havia mais bisbilhotice do que companheirismo ... OH longa passadeira imunda e ingrata onde todos os dias havia velório.
 Ali, passo a passo, podia ler-se a história de um povo, a história daqueles que já lá passaram uma vida e que agora vagueiam por lá na sua morte sem que ninguém os veja. 
Na viela de que falo, os pensamentos das pessoas eram assombrados, a felicidade era algo inalcançável e o olhar, ah, o olhar dos miseráveis que a habitavam era o único meio sobrevivente de comunicação ... coitados, já nem a força para falar lhes era digna , tiraram-la o tempo, o desgaste, todo aquele acumular de anos com boca cozida e paredes com ouvidos. 
Mas naquela rua havia como que uma chave que aparecia sempre de forma absolutamente súbita ... algo que permitia a abertura de uma porta através da qual o sol brilhava, as pessoas sorriam, o silêncio era reconfortante, os campos eram verdes e a felicidade sufocava agradavelmente aquela boa gente. 
O ambiente vivo... havia vontade, o povo falava expressivamente e os velórios davam lugar a novas vidas. Era algo semelhante ao paraíso, um contraste de uma enorme imensidão onde todo mundo, desde os bichos até aos seres de coração profundo, era considerado como irmão. 
Ciente de que estes devaneios são puro fruto desta minha mente e que a doce chave permanecerá quer no amigo futuro quer no meu caro presente sobre a forma de homem grande que diz amar-me profundamente, assim me deito. 




domingo, 15 de abril de 2012

Desabafos*

Hoje é a primeira vez que escrevo sobre ti, é algo que tentei evitar ao máximo, mas sobre ti, só desabafando comigo mesma é que me consigo sentir melhor... desabafando comigo mesma não tenho de pronunciar o teu nome, não tenho de ouvir ninguém a pronuncia-lo.
É incrível como sempre que me estou a sentir feliz e não me lembro do sentimento de repugna que tu me transmites acabas sempre por aparecer directa ou indirectamente deitando-me completamente abaixo só por ter de conviver com essa tua presença insuportável... devo ser mesmo fraca.
Nunca ninguém à face da terra me causou estes pensamentos tão maus, sinto-me mal por te odiar tanto e só gostava que desaparecesses de uma vez por todas do meu mundo e das memórias que insistem em afagar-me a felicidade!
És a pessoa com quem eu mais odeio cruzar-me e aquela que nesses momentos faz com que a minha personalidade fique irreconhecível fazendo surgir em mim uma faceta que em nenhuma outra situação se manifesta: o cinismo. Ainda que por uma questão de boa educação, mas não deixa de ser cinismo.
Nunca me senti inferior a alguém em absolutamente nada e é impressionante como tu tens esse poder sobre mim sem teres grandes laços de afecto comigo, sem seres grande exemplo de alguém com caracter, de alguém venerável. 
Mas as coisas são mesmo assim, e diz-se que a inveja, sentimento tão feio e miserável, consegue transformar pessoas insignificantes em gigantes com personalidade, consegue fazer com que vejamos sempre tudo a triplicar, o que resulta em que a importância dada à situação em questão se transforme num monstro que cresce de dia para dia e nos atormenta. 
E eu, que nunca senti nada disto por ninguém, invejo-te, com lamento. E invejo-te pelo simples facto de teres tido, outrora, nessas tuas mãos desprezíveis metade da minha  vida e de teres tido a capacidade de fazeres com ela aquilo que bem quiseste e bem te apeteceu... invejo-te por saber que foste de tal forma importante, que os danos que causas-te ainda hoje incomodam, ainda hoje não estão esquecidos. E sinto todos os dias que ainda que tenhas sido a criatura mais horrenda que eu já conheci, foste capaz de atingir patamares aos quais eu temo nunca chegar. Patamares que eu sinto que permanecem gravados num órgão que eu desejo que bata por mim todos os dias.
Sinto que o ar fica irrespirável quando estás por perto e nesses momentos, involuntáriamente, há sempre algo que me contorce o estômago e me faz fluir a sensação de desconforto mais insuportável que alguma vez provei. E não sei como consegues, mas até em sonhos me atormentas... o que é certo, é que consegues sempre.
São meros desabafos... 


sábado, 14 de abril de 2012

It's not about me, It's about you!

Havia felicidade a mais em mim, havia uma realização a mais em mim, um sentimento de ser absolutamente desejada bastante bem mais forte que o costume, um bem estar completamente extraordinário. 
E de repente, o pequeno músculo que bate dentro de mim parou por momentos e senti-o estalar um bocadinho, o que me provocou uma sensação de desconforto, uma dorzinha insuportável. 
Lá fora, como quase sempre, o dia estava frio, ouvia-se a chuva forte e impiedosa. Tentei fechar os olhos, tentei mentir a mim própria como faço muitas vezes com o objectivo de destruir algumas ferramentas personalizadas que por vezes insistem em começar a trabalhar e que me estalam o tal músculo ao qual alguns chamam de coração, ao passo que outros desconhecem este nome. Não consegui... desta vez não consegui mentir-me, estava realmente invadida por um sentimento de tristeza e desconsolo, e sentia-me uma criança a acabar de descobrir que afinal o pai natal não existia. 
Fiz o que me pediram, ouvi com atenção, olhei fixamente para outros olhos e, para minha desilusão, o que aquela  boca me dizia não correspondia as palavras que saíam daquele olhar. Estão a ver quando nos filmes um actor se vira para uma personagem que naquele enredo lhe é muito importante e diz com toda a intensidade "olha-me nos olhos e ..." e lhe pede para contrariar o que acabou de dizer? Isso não é nada, pelos vistos não vale de nada, existem pessoas que conseguem olhar nos olhos de quem supostamente lhes é importante e mentir com convicção acrescentando, com o mesmo olhar, com as mãos em contacto no rosto de quem as escuta, palavras alusivas a confiança! Como? Como é que se pode exigir ou questionar a confiança de alguém quando lhe estamos nitidamente a mentir? Como é que se pode exigir uma coisa dessas, um edifício que pode  demorar anos a ser construído se depois, com o descobrir a verdade que se esconde por detrás daquelas mentiras ditas com tanta convicção, este mesmo edifício se pode derrubar por completo? 
Eu não estava irritada... estava sim completamente desiludida e de repente dei por mim a não conseguir dizer uma palavra, para quê? As minhas palavras nada iriam alterar, ouvia simultaneamente aqueles pedidos de desculpa mas para que é que eles me serviam naquele momento? Eu já não acreditava que aquilo não se fosse voltar a repetir e repetir e repetir. 
Podia começar a pensar mais em mim, podia ignorar, certamente iria ser mais recompensada, pelo menos certamente eu não teria de me mentir a mim própria para esconder as minhas atitudes e consequentemente também não me desiludiria a mim própria... mas não, não consigo, continuo a tentar ajudar, continuo a perder tempo com isto e chego mesmo a acreditar que de cada vez que tento vai ser A VEZ. Bem... cada uma dessas minhas tentativas é cada balde de água fria que me cai em cima e me congela. As vezes pergunto-me o que é que possivelmente posso ter feito para merecer que pessoas ás quais eu me entrego todos os dias não só me escondam coisas como também me mintam a cerca delas e não interessa que coisas são: mentiras são mentiras e nenhuma delas é insignificante. 
Exagerando ou não, o que é certo é que senti que fui completamente apanhada de surpresa. 
E agora, agora o meu pequeno músculo lida com isto consoante lhe apetecer até que consiga recompor-se de novo... e confiança? Bem, lamento mas já começo a ter dificuldade em ler essa palavra na minha folha de rascunho em determinadas situações. 

"Não confias em mim?"...
 Ainda consegui hesitar perante esta pergunta.

A propósito, Amo-te.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Sinto-me bestial, DE GRANDE BESTA MESMO! 


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

What About This Love?

Bem, nem sei por onde começar... hmm vou começar por dizer que estou a ouvir a musica que está neste momento cá no blog e que esta musica me faz fluir a flor da pele um misto de ambições todas elas relacionadas contigo. Vontade de te abraçar, de te dar beijinhos, de te ouvir dizer ao meu ouvido que eu sou a mulher da tua vida, que queres casar comigo *.* 
Já reparas-te que és o principal protagonista do meu blog? É maravilhoso escrever sobre ti, escrever sobre aquilo que me fazes sentir, sobre as viagens que me proporcionas. Quase que posso imobilizar as mãos porque quando se trata de TI, e escrevo a maiúsculas porque não estou a falar de uma pessoa qualquer mas sim daquela que dá vida aos meus sonhos, entro num completo estado de hipnose e o coração escreve por mim bloqueando a parte racional que faz parte da minha pessoa. 
Poder tocar-te, sentir se estás quente ou frio, se a tua pele está suave ou áspera, se o teu coração bate forte ou se pelo contrário se encontra num estado sereno... tudo isto, são coisas absolutamente essenciais, coisas que me fazem sentir completa, tua.
Consigo ver pela maneira como me olhas e me tocas se estás triste ou feliz, se estás a ser sincero ou não, se estás a gostar da minha companhia ou se estavas melhor a dormir um sono. E sinto-me mesmo boa, porque conheço-te quase tão bem como as palmas das minhas mãos, as mesmas mãos que se deliciam a provar-te. 
Consoante o tempo vai andando, a minha curiosidade em te conhecer ainda mais, aumenta de dia para dia. Sinto vontade de explorar cada pormenor das tuas expressões, cada traço do teu corpo, cada característica do teu olhar e apercebo-me que cada vez mais começo a conseguir prever cada palavra que vais mencionar mesmo antes de o fazeres.
Pode vir o homem mais lindo do mundo, aquele que aparente ter um interesse soberbo, aquele relativamente ao qual pareça não haver rendimento possível... tu vais ser sempre ÚNICO, tu vais ser sempre O MEU HOMEM, tu vais ser sempre O MAIS LINDO, O MAIS INTERESSANTE, O MAIS ABSOLUTAMENTE IRRESISTÍVEL. 
Amo cada pormenor que te constitui, sou irremediavelmente apaixonada por ti e tenciono que isto se mantenha até ao momento em que eu fechar os olhos e levar como ultimo pensamento o facto de eu ter sido a mulher mais feliz do mundo por ter a meu lado o homem mais extraordinário do mundo.  
Caramba, muito muito obrigada por me fazeres sentir assim com todas as tuas qualidades, com todos os teus defeitos!

I'm absolutely in heaven! 



sábado, 3 de dezembro de 2011

The True Story*

Ela era uma criança doce, sempre de sorriso nos lábios, com o sonho de ter um irmão, com o desejo de poder abraçar os seus pais todos os dias... 
Dizem que era uma criança crescida para a idade, que a permanente convivência com o mundo dos adultos a tornou assim... dizem que era calma, que não fazia grandes asneiras, tomara, nunca a deixavam fazer. 
Lembro-me que ela era extremamente sensível, que era frágil, que não aguentava presenciar a morte do mais insignificante dos animais, que não aguentava ver ninguém a chorar, que não suportava ver alguém a discutir. 
Lembro-me que era  uma criança extremamente lenta e redondinha no seu tempo de primária e que todas as suas amigas eram muito mais magras, bem mais bonitas algumas até mais audazes... contudo, sempre aparentou ser extremamente feliz, sempre aparentou não dar importância a isso... bem, quantas e quantas vezes ela chorou por isso. 
Sempre foi o orgulho do seu pai... ele dava tudo por ela, fazia tudo para a ver sorrir e dado a todo este empenho, ela passou a poder abraça-lo todos os dias. 
Sempre foi uma criança muito bem sucedida, sempre conseguiu alcançar os seus objectivos, com esforço, com dedicação, com gosto... era a menina engraçada da família, aquela que tinha as boas notas, aquela que fazia rir toda a gente, aquela em que todos "apostavam".
Aos onze anos viu sair da sua vida um dos seus maiores pilares. Viu-o sair de uma forma tão injusta, tão brusca, demasiado triste. E com onze anos ela conseguiu sentir a dor, o desanimo e a angustia que todas as outras pessoas sentiram, e com onze anos ela conseguiu manter a postura que muitas pessoas não conseguiram manter... com onze anos, ela ainda deveria ser uma criança... deveria. 
Lembro-me que quando era suposto ser uma pré-adolescente, teve de saber ser uma pré-adulta. Porquê? Porque na altura ninguém tinha paciência para ouvir as suas crises, ninguém tinha paciência para parar e conversar com ela, para perguntar se estava tudo bem, para perguntar como correu o seu dia na escola, para perguntar se precisava de alguma coisa. E porque? Porque partiam do principio que devido aquela sua maneira crescida de agir, estava sempre tudo muito bem, que ela conseguia tudo. Aquela saída repentina causou efeitos secundários em algumas pessoas de modo a que ela tivesse ficado, de certa forma, subentendida.  
A dada altura, a doce criança, frágil e facilmente adorável começou a tornar-se fria, revoltada e começou a adoptar uma personalidade aparentemente forte,  absolutamente indestrutível. Continuou a ser a menina das boas notas mas aquela com quem ninguém se metia, aquela que não tinha medo de nada, de ninguém... aquela que fazia o que quisesse, quando quisesse e ninguém tinha nada a ver com isso. O mais irónico de tudo isto? Ninguém percebia como é que aquela doce e inofensiva menina tinha mudado tanto... Deixou de ser a menina do paisinho e passou a ser a sua dor de cabeça. 
Os anos foram passando, algumas atitudes começaram a ser atenuadas até que chegou o dia em que ela conseguiu ser o seu próprio orgulho... tinha uma boa imagem, tinha excelentes notas, tinha os melhores amigos do mundo a seu lado, tinha uma relação fabulosa com os seus pais e conseguira alcançar todos os seus objectivos estipulados para aquele ano. E lá de cima, daquele palco que para muitos podia ser insignificante mas que para ela, por todo o seu trabalho e dedicação, significava muito, ela conseguiu ver o brilho daqueles dois pares de olhos e automaticamente, conseguiu sentir o brilho dos seus próprios olhos. Era como se o olhar daquele pai estivesse constantemente a transmitir a toda a hora e minuto "esta é a minha menina, este é o meu orgulho" 
E nessa noite, alguém muito sábio e de uma maturidade absolutamente venerável citou a seguinte frase "Joana, tu vais longe".
As apostas subiram juntamente com a sua confiança e eis que chega a altura de dar um salto para um patamar mais alto, eis que chega a hora de mais uma vez ela mostrar o que vale. 
Teve com ela todo o apoio do mundo, teve os seus pais mais uma vez a fazerem tudo por ela, tudo para dar certo e surpresa das surpresas.... ela não consegue. E de repente sente-se a ser sugada por um buraco negro que lhe vai destruindo os sonhos e que não lhe dá hipóteses de voltar a sair de lá.
Chega o momento em que começa a olhar à sua volta e se depara com uns pais desanimados por darem tudo de si e não a verem a triunfar, uns indivíduos superiores que fazem questão de contribuir para que  aquele sentimento de inutilidade que a possui vá aumentando e a sensação de que não é exemplo para ninguém, que desistir é o melhor caminho... e é frustrante, é horrível ela saber que toda a gente depositou nela grandes metas e que agora talvez se fiquem por esperar para ver se ela chega a meio da corrida.
É deprimente ela ter a perfeita noção de que era muito e que agora é basicamente nada. 
Ainda assim, ainda que inutilmente, ainda que muito pouca gente lhe transmita optimismo, ela continua, com a esperança de que um dia consiga ver novamente aquele brilho. 
Ainda assim, ela continua a aparentar ser extremamente feliz, continua a aparentar não dar importância a isto. 
Bem, quantas e quantas vezes eu choro por isto. 














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Joana Silva

domingo, 20 de novembro de 2011




O dia parece-me horrivel, sinto-me insignificante e tenho a sensação de que não preciso de ir para o espaço para que ninguém me consiga ouvir gritar... estou com os pés bem assentes na Terra. 
 Não, não quero conversar sobre isto. 

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Recado para ti*

Quarta-feira, 9 de Novembro de 2011
22h00

Hoje apeteceu-me escrever tudo o que estava a sentir... e sei que vou acabar por ir ter a ti, pois é quando não tenho mais espaço para guardar este sentimento, de tal forma imenso, que venho até cá e, calcando delicadamente as letras brancas desta artimanha, faço uma descarga pequenina dele, muito pequenina, porque nem as palavras, nem o gesto mais perfeito do mundo, nem o melhor beijo nem o melhor olhar, nem nada, consegue descrever ao certo o que significas e o que eu sinto... nem mesmo a palavra amor, essa é demasiado pequena, demasiado vulgar e marginalmente utilizada para se adaptar a ti e ao quanto eu te venero e te desejo.
Todos os dias me questiono sobre como é possível alguém completar-me tanto, como é possível alguém fazer-me tão feliz pelo simples facto de respirar perto de mim.
É como... bem, como nada porque é inexplicável este estado em que me encontro. Mas há uma coisa sobre a qual eu posso escrever, posso escrever sobre aquilo que eu faria neste momento e, Caramelo, seria a pessoa mais egoísta do mundo pois iria querer-te só para mim e depois, quando já só estivéssemos eu, tu, e o tão agradável conforto que me transmites, eu iria dizer-te bem baixinho que és a pessoa mais maravilhosa do mundo e que quero desesperadamente que fiques comigo para sempre, de uma forma bem literal.
A verdade é que não me imagino sem o toque das tuas mãos morenas, sem esses braços a rodiarem-me de carinho, sem o sabor dos teus lábios e sem aquilo que o teu olhar me transmite. 
A verdade é que, sendo egoísta ou não ao dizer isto, o meu mundo simplesmente cairia se batesses a porta e te fosses embora, por e simplesmente não consigo aceitar um possível "adeus" teu, acho que nem sequer o consigo imaginar... ou então, não o quero imaginar, por ser algo que me iria custar uma série de itens essenciais a um ser humano com um coração dependente do amor, como o meu: a felicidade, o sentido de viver, a realização pessoal e aquela tão importante confiança que o quentinho dos teus braços me transmite ... e tu e eu sabemos que não digo isto porque é o que se diz no cinema, porque tal como o "eu amo-te" também o "não vivo sem ti" está cada vez mais vulgarizado, não, sabes que se o digo, é porque experimentei a doença que me trouxe esses sintomas, e que me deixou de cama por um tempo que para mim, foi uma eternidade insuportável... e desde então, em certas alturas, sinto-me como uma criança que teve pesadelos e que agora tem medo de adormecer... 
Basicamente eu preciso de ti de uma forma completamente exagerada e chego mesmo a revoltar-me por saber que a verdade, quer eu goste quer não, é que sem ti, eu sou um miserável nada, e esta parte, não é assim tão exagerada, porque se tu, que és o mais forte dos meus pilares, caíres, é obvio que eu caio também e magoou-me a sério porque és realmente o mais alto todos eles, aquele que simplesmente não dá para substituir e sabes porquê? Porque de cada vez que eu estivesse mal não iria receber o mesmo carinho, não iria receber as mesmas palavras, não iria conseguir ficar bem por pensar que "sim, eu estou mal, mas eu tenho o Jorge, e é tão bom saber que é o meu Jorge"... e não me iria poder apoiar nisso e sorrir. 
Quatrocentos e cinquenta e quatro dias depois daqueles arrepios, misturados com borboletas na barriga, que me deram indícios que eras, de facto, especial, tendo a tornar-me uma caramelo-dependente de dia para dia, cada vez mais, e a querer fazer-te o homem mais feliz do mundo, sendo, consequentemente, a mulher mais feliz do mundo também.
Todas as noites consigo viver contigo tudo o que eu mais quero... e como são perfeitas todas essas noites, tal como tu és perante os meus olhos.
Em todas elas tiramos bilhete e partimos de viagem para o sitio que mais me conforta estar contigo, o infinito. 

E todas as noites, adormeço convicta de que a tua felicidade é a minha felicidade.
Sempre.


P.S: <3






quarta-feira, 14 de setembro de 2011

"Fecho os olhos e de repente estás ao meu lado, perfeito, poderoso, belo, terno (...) Quando amo alguém tenho saudades todos os dias."



sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Tic Tac

25 de Agosto de 2011, fim de tarde...

Sinto este estranho e frio nevoeiro como algo que vai completamente de encontro com o meu interior... Algo meio morto, meio vivo, algo que sente o normal, unica e simplesmente o normal, o básico dos básicos, o insuportável suficiente!
Como se conseguisse viver mas gostasse de ver um bocadinho de sol, só um bocadinho...só para quebrar toda aquela cansativa e massadora rotina, causada por aquele nevoeiro permanente, que insiste em me apagar o sorriso quando eu mais sinto que o vou abrir... como uma desilusão, uma enorme espectativa deitada a baixo, como quando tiras uma goluseima a uma criança, aparentemente feliz, e ela faz um escandalo? Todos acham um exagero...
Um nevoeiro que te obriga a mudar, que de certa forma te esgota mas pior, que te faz habituar a todo este lento e sempre igual passar de tempo.
A sensação de que não estás mal mas também nao estás completamente feliz.
Aquele "deixa-te andar" que te tira a vontade de acordar e te permite continuar naquela infinita estrada onde não se vê nada de novo, onde sentes os ossos a fracassarem e o coração a necessitar de ser aconchegado.
E eu espero, sentada ao lado da minha janela, espero incansávelmente que este tão entristecedor nevoeiro se vá embora e que grandes feixes de luz me façam sentir realmente viva e me façam ver que tal como eu mudei e me habituei a este estranho clima, também ele mudou por mim e me trouxe aquele sol terno e calorento de de que eu tanto sinto falta...






segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Sometimes, the best way to get someone's attention, is to stop giving him attention! 


sábado, 6 de agosto de 2011

Melodias

Observo-me ao espelho, penetro o meu próprio olhar e começo a soltar, nas minhas expressões, o meu lado mais teatral. Desaperto o delicado casaco que me aconchega o corpo nu e deixo-o cair suavemente no chão fazendo com que toda a minha natureza se reflicta naquele tão sincero pedaço de vidro.
Sem perfeição nem grandes anomalias, tento apreciar a beleza do básico e imperfeito ao som daquele "Jazz" que faz com que me sinta naturalmente mulher, seduzida pelo meu próprio olhar. 
Lábios semi-abertos, olhos franzidos, mente absolutamente intocável... deslizo suavemente as mãos macias por este semi-pedaço de pura malícia, feminismo e impaciência enquanto que enumeres pensamentos e imagens invadem a mais interessante parte de mim. Consigo sentir a minha serena e ao mesmo tempo intensa respiração.
Vou fechando os olhos lentamente, prevendo o toque delicado das minhas pestanas e uma nova sensação começa a nascer em  mim onde consigo sentir os meus lábios a serem abertos por outros, os meus olhos a verem algo semelhante ao paraíso e a minha mente a passar de intocável a completamente desorientada pelo erotismo da natureza humana... outras mãos deslizam, incansavelmente, pelo meu corpo enquanto que eu, abro os olhos e me deparo com todos aqueles pensamentos e imagens que outrora me invadiam a imaginação, a serem reproduzidos naquele instante. Aquela tão perfeita e insubstituível presença, acompanha-me numa coreografia simétrica de movimentos sequenciais que faz com que eu consiga sentir a minha respiração, da mesma forma, duplamente.

Apago a luz, Desligo o "Jazz"... 
Agora somos nós quem faz a melodia... 





terça-feira, 12 de abril de 2011

Sem Título

São quatro e trinta e um da manhã, 
Levanto-me e vou cuidadosamente à cozinha para não acordar ninguém e trago para o quarto umas "vimeiro" frescas. Coloco os fones enquanto bebo e olho-me ao espelho: tenho o cabelo completamente despenteado (ainda mais que o costume), a cara pálida e com os olhos inchados. Esta noite lembrei-me de coisas que me eram totalmente dispensáveis e até agora não dormi, apenas vivi um pesadelo.
Ao acordar, procurei de imediato o telemóvel e olhei para o visor na esperança de que tivesse alguma coisa, mas nada... só vi a fotografia do costume e as horas.
De repente chego a conclusão que estou a beber as vimeiro apenas para, de certa forma, arranjar uma desculpa mais conveniente para a minha insónia... uma indisposição. Porém, apercebo-me que a porcaria das águas gaseificadas não me vão aliviar a mente pois a mente não tem "indisposições" que possam ser aliviadas de forma tão simples. Odeio a sensação de me sentir pequena interiormente e odeio que se esqueçam que apesar desta frieza que, aparentemente, possa transmitir, também sou sensível e tenho sentimentos.
 De repente sinto um sabor salgado na boca e não são as vimeiro... 
Estou novamente a lembrar-me de merdas que não interessam. Um grande FODA-SE para isto tudo! Começo-me a sentir completamente idiota ... a esta hora tu, verdadeiro motivo da minha insónia, dormes descansado julgando ter toda a razão do mundo e eu estou aqui feita estúpida a escrever a uma hora destas, preocupada, o que é completamente absurdo, de fones nos ouvidos e olhos vermelhos por uma coisa que me deveria chatear em vez de me deixar neste estado completamente imbecil de coitadinha.
Consigo prever o amanhã...


Quando se faz uma ferida, esta acaba por cicatrizar e por vezes acabamos por nos esquecer dela.
Porém, precisamente por nos esquecermos, às vezes ao mexermos-lhe sem cuidado, com o mínimo toque sem sensibilidade, ela volta abrir e a sangrar... volta a doer novamente. 


"Tento ser"





domingo, 27 de março de 2011

Loucura*


“Estou cansado, cansado de pensar no que dizer ou como o dizer, cansado de pensar no que deveria pensar e não no que penso que penso. Cansado de tentar alcançar o nada, esse mundo celeste, mãe de todas as verdades. Cansado de me arrastar pelo mundo dos homens porque sou homem e não porque quero. Cansado de me iludir que estou cansado quando na verdade, estarei apenas descontextualizado. Cansado, cansado de me tentar ver com os olhos dos outros e cansado de não descobrir o porquê desse desejo. Cansado de ser e cansado de tentar não ser. Cansado de amar a essência, o longínquo e cansado de sempre me apaixonar mais. Mas o cansaço, como a tristeza ou qualquer outro sentimento, não tardará a passar… mas estou cansado de aceitar isto também.”