domingo, 27 de março de 2011

Loucura*


“Estou cansado, cansado de pensar no que dizer ou como o dizer, cansado de pensar no que deveria pensar e não no que penso que penso. Cansado de tentar alcançar o nada, esse mundo celeste, mãe de todas as verdades. Cansado de me arrastar pelo mundo dos homens porque sou homem e não porque quero. Cansado de me iludir que estou cansado quando na verdade, estarei apenas descontextualizado. Cansado, cansado de me tentar ver com os olhos dos outros e cansado de não descobrir o porquê desse desejo. Cansado de ser e cansado de tentar não ser. Cansado de amar a essência, o longínquo e cansado de sempre me apaixonar mais. Mas o cansaço, como a tristeza ou qualquer outro sentimento, não tardará a passar… mas estou cansado de aceitar isto também.”


domingo, 13 de março de 2011

Fucking Happy!

Hoje não dormi até às duas da tarde como é habitual.
E novidade das novidades: não foi o carro do Senhor Mourinho, que faz alarmadamente publicidade a um tal supermecado, que me acordou.
Isso mesmo, acordei sozinha e segundo a zeza "tomei canceira" pois decidi ajuda-la. Segundo ela hoje acordei "com genica".
Estava mesmo afim de ter uma daquelas manhãs de Domingo com o Guilherme na natação mas por inconveniente não tinha o raio da depilação feita... Mulheres -.-"
Hoje não estava para grandes companhias... sentia-me super bem, no meu verdadeiro "auge" mas não me apetecia partilhar. E foi então que decidi sentar-me no sofá lá de cima, embrulhar-me num cobertorzinho e passar a tarde a ouvir "Gary Moore" e os meus tão queridos "Guns n' Roses".
Apaguei as luzes principais e acendi as luzes do barzinho do meio. Isto porque para além da luminosidade ser bastante menor e, consequentemente, criar um ambiente mais soft, sempre tive uma enorme preferencia por luzes mais amarelas e nunca gostei de luzes brancas! Manias*
Enquanto ouvia a boa musica do meu pai que invadia a minha aparelhagem um misto de sensações, pensamentos e reflexões atacavam a minha mente.
Lembrei-me de quando era criança e do quanto gostava de fazer teatro para a minha família, lembrei-me de quando a tia Luisa não me deixava brincar a vontade para não me sujar, lembrei-me do modo como cresci e amadureci precocemente devido a várias circunstancias e também me lembrei de não gostar muito dos miúdos da minha idade por os achar demasiado "infantis". Lembrei-me de quando era gordinha na primária e lembrei-me da quantidade infinita de acne que ganhei na minha tão indesejada "puberdade". Lembrei-me do quanto era uma pita refilona e teimosa e de como nunca deixava que me passassem por cima, convicções e talvez defeitos que ainda hoje mantenho e que não tenciono mudar. 
Lembrei-me da quantidade de pessoas anormais que existem no mundo e que o tornam cada vez mais egoísta, cada vez mais snob... sinceramente, não perdi muito tempo a pensar nisso, caguei completamente, hoje não estava para dramatizações. 
Caguei também para o facto de ter teste a Matmática na quinta, caguei ainda mais para os sermões da stora Cândida que passa a vida a dizer que "eu não a satisfaço" e questionei-me profundamente para que é que ela quer o marido. 
Lembrei-me da quantidade de gente boa que me rodeia, lembrei-me que tenho amigos espectaculares e que cada vez gosto mais deles. E não, eu não me refiro a toda a gente que conheço, sorrio e dou bons dias. Lembrei-me que a Mariana é mesmo uma base essencial*
Lembrei-me que amo muito o Jorge Ribeiro e que ele é a pessoa mais importante da minha vida.
Lembrei-me que tenho pais espectaculares e que faria tudo, mas mesmo tudo por eles!
Abracei intensamente os meus 16 anos e apercebi-me de como estão a ser os melhores anos da minha vida e como tenho mesmo mesmo de os continuar a aproveitar como se não houvesse amanhã para poder contar aos meus piolhos a minha juventude com o orgulho e satisfação com que o Guilherme me conta a dele. 
Quero continuar a rir-me todos os dias com o João Moreira e o Castro, quero continuar a compor musicas estúpidas com as gémeas, quero continuar a foder a cabeça a Mariana porque ela não sai de casa e a passar momentos de top com ela. 
Quero continuar a dar muitos muitos beijos na boca ao Jorge até ser velhinha e fazer filhinhos com ele.
Quero que venham muitas mais sextas e sábados à noite no ART com os dois trengos do costume e quero que o Nuninho continue a ser a pessoa autentica que é e que apesar de ser uma verdadeira peste, eu venero.
 Quero continuar a discutir todos os dias com o Eduardo porque passa a vida a irritar-me e a por-me os cabelos em pé e quero matar saudades do grupinho "Joana, Samuel, Mariana, Capela". AH! e também quero dar um mega concerto privado em casa do samu, beber cerveja e ir ao cinema. 
Quero o verão, quero ir ver os torneios de futsal com a Mariana, encontrar-me no Olival com o povo todo e ficar a conversar até altas horas.

Adoro o por do sol, adoro dormir até tarde e sair à noite, adoro musica e adoro ouvir o samuel a violar, adoro as minhas terças à tarde, adoro a minha casinha, adoro ler um bom livro e adoro divertir-me com a minha gente.
Por fim adoro a pessoa que sou, adoro a vida que tenho e agradeço imenso o facto de conseguir ser realmente feliz. 

"Quando eu ouço alguém suspirar 'a vida é dura', 
sou sempre tentada a perguntar 'comparado a quê?' "


Beijinhos ao pessoal e sejam felizes se faz favor :D


terça-feira, 1 de março de 2011

Just Breath ...

Um silêncio profundo exterior envolvia o clima onde opostamente gritos ofegantes invadiam aqueles corpos.
Gritos de desespero, de ambição, de felicidade, de prazer, de alivio... gritos abafados pela complexidade daquele tão reconfortante silêncio onde apenas os suspiros permaneciam presentes, firmes, intensos, porém, instáveis.
Duas constantes rodeadas de intimidade, cumplicidade, harmonia, naturalidade e desejo.
Dois seres inundados de amor, influenciados pelo tacto, afastados de secundários, mergulhados em nostalgia.
Momentos onde a simplicidade se transforma em plena perfeição fazendo com que cada beijo seja perfeito, cada toque seja perfeito, cada olhar seja perfeito.
Momentos onde existe uma constante partilha de pensamentos comuns e onde as palavras são ditas de lábios cerrados.


Momentos em que me sinto inteiramente tua, eternamente tua...
Consigo ouvir todos aqueles gritos mudos.


sábado, 29 de janeiro de 2011

A constante

3h57, Silencio no quarto, Reflexões...

Os meus dedos deslizam sobre o teclado, consigo sentir as letras, consigo pensar mas não consigo organizar pensamentos.
Não consigo dormir... há algo que me ocupa a mente, é uma constante.
Porque não abrir a janela? Sentir a noite negra, fria, serena...ausente*
Não se vê ninguém, a rua está deserta e nem o cão da tia Luísa dá sinais de presença, estranho.
Por momentos sinto-me só.
Apetece-me correr, bater à porta, partilhar esses lençóis, receber esse calor.
Bem, a minha mãe iria acordar com o rodar da fechadura, o miúdo provavelmente não me cederia o seu lugar e certamente alguém me internaria num hospício... bolas!
Mas tu deixavas, eu sei.
A ironia da vida é realmente das coisas mais abstractas, mais fortes, mais profundas...
Como de costume, tenho o teu cheiro nas mãos, gode, tenho mesmo. E é incrível como de 3 em 3 minutos encosto as mãos à cara... como se te pudesse sentir. Existe uma força qualquer que me controla, como se não consegui-se mandar em mim.
Não sei o que é, só sinto que te pertenço...
Os lábios estão a arderem-me, ponho as mãos no cabelo pela centésima vez.
Já houveram tantas discussões, aconteceu tanta coisa, já senti que era o "até nunca mais", já desejei que o fosse... mas tu voltas, tu voltas sempre... simplesmente não dá para estarmos longe* Simplesmente não quero nunca que estejas longe*
Incrível, venho até cá porque me apetece escrever e acabo sempre por ir ter a ti... é algo inevitável.
Hmm... estas a ver quando fechas os olhos, respiras fundo e de repente os sentes a humedecerem? Hoje foi assim.
Foi assim porque fechei os olhos, respirei fundo e pensei "tenho mesmo o meu menino de volta"... sabes o que veio a seguir àquela suave lágrima? Um enorme sorriso.
Então... fecha os olhos também, respira fundo, esquece tudo e abraça-me com força, fica comigo.
Pois cada vez que o teu olhar penetra os meus olhos tenho a certeza de que te amo mais do que nunca.
Talvez nunca ninguém vá compreender isto... bem, apenas nós temos de o compreender... e compreendemos*
Esse olhar intenso, esse toque delicado e esses beijos sentidos é o melhor que me podes dar.
Ama-me como se não houvesse amanhã, ambiciona-me com todas as tuas forças, dá "o tudo" de ti...e se o fizeres não preciso de mais nada pois tu és a essência que mais predomina em mim*

És tu quem me tira o sono e és tu a minha constante*
Dorme bem Caramelo <3










sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Something Strange*

Escrito a 05.01.2011 

A vida não é algo certo, concreto.
Por vezes amigo, outras vizinho, ou então o mais duro dos inimigos...
Consegue fazer com que fique paralisada a olhar para este teclado, fazer com que me apeteça correr, abraçar, rir, beijar...Chorar por vezes.
Faz com que me sinta perdida, faz com que me sinta no topo.
Faz com que saiba tomar decisões, com que queira agir... ou então com que não saiba o que fazer, com que o desespero se apodere de mim.
Faz com que ame, com que odeie, com que até goste, com que despreze...
Faz de mim mulher determinada, Criança indecisa. 
Gode... 




domingo, 28 de novembro de 2010

Cansada de Ser Marioneta*

Se eu parar no tempo, se reflectir bem, se olhar de cima... só me ocorre uma palavra: ingenuidade*
Pensar que era eu quem levava as coisas de forma descontraída, pensar que era eu quem não acreditava nisto, pensar que era eu quem achava que isto era uma brincadeira, uma relação leviana e que não iria nunca passar disso.
No meio disto tudo, fui eu quem passou a levar as coisas mais assério, fui eu quem mais acreditou em nós, fui eu quem mais ficou agarrada e quem mais pensou que isto ia realmente ter um futuro...
Incrivél, gostava mesmo de saber como conseguiste mudar estas idéias que eu tinha e transforma-las uma por uma em sonhos, em felicidade mas sobertudo: numa farsa* 
Uma farsa que me alimentou e me deu esperanças... uma farsa que vivi durante o tempo necessário para sair magoada, para sair desiludida e sobertudo para me sentir usada, para me sentir um pequeno e frágil brinquedo que tu utilizas-te "por uns tempos" para te divertires, para ocultares pensamentos, memórias, pessoas talvez... até te cansares, até o tal brinquedo já não ser novidade, até já não funcionar! 
É como uma criança quando vê um anuncio televiso na época do natal... faz tudo por tudo para o ter até que finalmente consegue... nos primeiros dias não pensa noutra coisa, passado um mês ainda vai pegando nele até que por fim o larga definitivamente, o encosta, já não serve mais, já não tem valor* 
É complicado amares de corpo e alma uma pessoa, confiares tudo nela, acreditares que ela também te ama e de repente confrontares-te com esta realidade, sentires-te insignificante, sentires que não tens a minima importância, que não fazes a minima diferença para essa pessoa. Se estou magoada, se sinto a tua falta, se te amo... problema meu. Esta é a minha realidade... triste, dificil, frustante... mas real*
Apostei tudo em ti, pior... acreditei em cada palavra que me disses-te... e sabia tão bem, eram tão confortáveis, faziam-me sentir tão especial... pena não serem sentidas, não serem verdadeiras. 
Pena talvez nos momentos em que dizias que me amavas teres outra imagem na cabeça. Podias querer enganar-te a ti próprio mas não tinhas o direito de me enganares a mim. Sim porque quem ama não magoa desta maneira, não ignora desta maneira, não usa como tu usas-te.
Eu lutei por nós, eu fiz tudo o que estava a meu alcance e só parei, quando senti que estava a lutar contra a tua vontade, quando me cansei de fazer figura de parva... bastava eu sentir que me amavas, bastava sentir que me querias, que indepedentemente de todos os teus defeitos, independentemente de me teres magoado e acredita, magoas-te mesmo, eu teria continuado a lutar, com todas as forças, todos os dias. Sabes porquê? Porque o que é o meu orgulho comparado com a pessoa que amo? NADA. Não me interessava se era eu a tomar a iniciativa, não me interessava se tinha de ser sempre eu a resolver... aquilo que eu sentia por ti, a vontade de continuar contigo, era muito superior a tudo isso... afinal, sem ti, de que me iria servir o orgulho? DE NADA. Isto sim, isto é amar... tu simplesmente brincas-te com isso. 
Porém, a situação mais caricata de toda esta história é o facto de tu não perceberes o que fizes-te, nunca irás admitir que erras-te, nunca vais perceber o que estou a sentir. 
Meu deus, pensar que eu era capaz de qualquer coisa para te defender, pensar que ja chorei não por mim, mas sim por ti, por me preocupar com a tua felicidade e porque assima de tudo queria que estivesses bem. Eras tu primeiro e eu depois, sempre... mas tu nunca vais perceber isso, nunca vais ser capaz de o reconhecer...não por eu não o ter demonstrado mas sim porque nunca te interessas-te em conhecer-me* 
As tuas atitudes deixam-me a pensar...

Não sei se realmente foste um excelente actor por me fazeres acreditar no facto de me amares,
Ou se simplesmente és ainda mais criança do que aquilo que eu pensava ao ponto de tudo isto ter acontecido naturalmente.
Sinceramente.... não sei qual das duas prefiro, mas sei que em nenhumas das duas beneficio de alguma coisa. Então, porque é que continuo com isto e não te ignoro?
Talvez porque amar... é mesmo assim.  

E tu, sabes o que isso é... mas não em relação à minha pessoa.
Simplesmente me cansei de ser marioneta*


domingo, 31 de outubro de 2010

So hard*

E simplesmente continuo a respirar por respirar...
Simplesmente continuo numa espera desesperante com esperanças que cada vez mais me parecem inúteis...
Sinto-me pequenina... sinto a tua falta...

E todos os dias de manhã acordo com a esperança de ter o teu bom dia...
 Ele nunca está lá...