terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Por Jorge Ribeiro:

"Ola amor,
Este é o primeiro poema que escrevo para ti,
Já há mais de dois anos que começamos
e acredita,
daria tudo por ti.
E mesmo quando nada mais tiver para te dar,
Darte-ei a minha alma e tudo o que dela restar.
A alma de quem te ama, de quem gosta de ti,
Amor quando precisares, vou estar sempre aqui.
Dizem que o amor é chama e arde sem se ver,
Mas o amor que sinto por ti está à vista de quem quiser.
Este foi o poema que fiz para ti, Rainha,
Espero que o nosso amor continue
e que tu sejas para sempre minha."


Obrigada meu lindo, és o melhor da minha vida :) 

terça-feira, 20 de novembro de 2012

"O que há em mim é sobretudo cansaço
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço."





ÁLVARO DE CAMPOs « O Que Há em Mim é Sobretudo Cansaço »»

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Podia até escrever sobre a quantidade lixo que insiste em invadir o meu coração bem como a quantidade de transito congestionado que habita na minha mente... mas os desabafos são de tal forma inuteis que já nem isso me disponho a fazer.
Fórmula resolvente: continuar a sorrir e olhem só como ela anda sempre feliz! Sozinha? É mais lágrima, menos lágrima e amanhã passa (...) como sempre.


terça-feira, 4 de setembro de 2012

Some days everything, Some days nothing ...


segunda-feira, 6 de agosto de 2012

sábado, 7 de julho de 2012

Devaneios*

Aquela rua era estranha. Os galos cantavam às três da manhã, os morcegos desfilavam às duas da tarde e os cães comiam à mesa! Havia todo um toque de mistério a envolver aquilo que constituia a pequena grande fila de paralelos desde o seu inicio até ao seu fim. 
Por norma, era uma rua deserta a maior parte do dia, tirando o senhor Manuel com a sua tosse constante causada pelo tabaco sempre feito à mão, e a dona Margarida sempre com as suas lides do campo cinzento. 
Só à tardinha é que aquela rua era pisada por outras pessoas, outra gente, gente mais jovem, gente que cedo se fechava em casa e que mantinha a reputação sinistra da passadeira das histórias bem assegurada. 
Naquela rua fazia mais chuva do que sol, havia mais bisbilhotice do que companheirismo ... OH longa passadeira imunda e ingrata onde todos os dias havia velório.
 Ali, passo a passo, podia ler-se a história de um povo, a história daqueles que já lá passaram uma vida e que agora vagueiam por lá na sua morte sem que ninguém os veja. 
Na viela de que falo, os pensamentos das pessoas eram assombrados, a felicidade era algo inalcançável e o olhar, ah, o olhar dos miseráveis que a habitavam era o único meio sobrevivente de comunicação ... coitados, já nem a força para falar lhes era digna , tiraram-la o tempo, o desgaste, todo aquele acumular de anos com boca cozida e paredes com ouvidos. 
Mas naquela rua havia como que uma chave que aparecia sempre de forma absolutamente súbita ... algo que permitia a abertura de uma porta através da qual o sol brilhava, as pessoas sorriam, o silêncio era reconfortante, os campos eram verdes e a felicidade sufocava agradavelmente aquela boa gente. 
O ambiente vivo... havia vontade, o povo falava expressivamente e os velórios davam lugar a novas vidas. Era algo semelhante ao paraíso, um contraste de uma enorme imensidão onde todo mundo, desde os bichos até aos seres de coração profundo, era considerado como irmão. 
Ciente de que estes devaneios são puro fruto desta minha mente e que a doce chave permanecerá quer no amigo futuro quer no meu caro presente sobre a forma de homem grande que diz amar-me profundamente, assim me deito. 




domingo, 15 de abril de 2012

Desabafos*

Hoje é a primeira vez que escrevo sobre ti, é algo que tentei evitar ao máximo, mas sobre ti, só desabafando comigo mesma é que me consigo sentir melhor... desabafando comigo mesma não tenho de pronunciar o teu nome, não tenho de ouvir ninguém a pronuncia-lo.
É incrível como sempre que me estou a sentir feliz e não me lembro do sentimento de repugna que tu me transmites acabas sempre por aparecer directa ou indirectamente deitando-me completamente abaixo só por ter de conviver com essa tua presença insuportável... devo ser mesmo fraca.
Nunca ninguém à face da terra me causou estes pensamentos tão maus, sinto-me mal por te odiar tanto e só gostava que desaparecesses de uma vez por todas do meu mundo e das memórias que insistem em afagar-me a felicidade!
És a pessoa com quem eu mais odeio cruzar-me e aquela que nesses momentos faz com que a minha personalidade fique irreconhecível fazendo surgir em mim uma faceta que em nenhuma outra situação se manifesta: o cinismo. Ainda que por uma questão de boa educação, mas não deixa de ser cinismo.
Nunca me senti inferior a alguém em absolutamente nada e é impressionante como tu tens esse poder sobre mim sem teres grandes laços de afecto comigo, sem seres grande exemplo de alguém com caracter, de alguém venerável. 
Mas as coisas são mesmo assim, e diz-se que a inveja, sentimento tão feio e miserável, consegue transformar pessoas insignificantes em gigantes com personalidade, consegue fazer com que vejamos sempre tudo a triplicar, o que resulta em que a importância dada à situação em questão se transforme num monstro que cresce de dia para dia e nos atormenta. 
E eu, que nunca senti nada disto por ninguém, invejo-te, com lamento. E invejo-te pelo simples facto de teres tido, outrora, nessas tuas mãos desprezíveis metade da minha  vida e de teres tido a capacidade de fazeres com ela aquilo que bem quiseste e bem te apeteceu... invejo-te por saber que foste de tal forma importante, que os danos que causas-te ainda hoje incomodam, ainda hoje não estão esquecidos. E sinto todos os dias que ainda que tenhas sido a criatura mais horrenda que eu já conheci, foste capaz de atingir patamares aos quais eu temo nunca chegar. Patamares que eu sinto que permanecem gravados num órgão que eu desejo que bata por mim todos os dias.
Sinto que o ar fica irrespirável quando estás por perto e nesses momentos, involuntáriamente, há sempre algo que me contorce o estômago e me faz fluir a sensação de desconforto mais insuportável que alguma vez provei. E não sei como consegues, mas até em sonhos me atormentas... o que é certo, é que consegues sempre.
São meros desabafos...